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01 marzo o mercado para teatro segundo...Anhembi Morumbi abre inscrições para graduação em Teatro e Dança e Movimento A Universidade Anhembi Morumbi abre inscrições para a graduação em Teatro e Dança e Movimento, ambos ministrados no Campus Centro. Os cursos contam com a infra-estrutura do Teatro Experimental Anhembi Morumbi, equipado e adaptado às atividades artístico-pedagógicas desenvolvidas durante as aulas.
Teatro Assim como todos os cursos de graduação da Anhembi Morumbi, o curso de Teatro faz parte do conceito de graduação modulada. Com esse formato, cursado nos primeiros dois anos, o aluno recebe um diploma de nível superior em Produção Cultural em Teatro, tornando-o apto a ingressar no mercado de trabalho. Após essa etapa, o aluno dá continuidade aos estudos e conclui o bacharelado em Teatro ao final do quarto ano. Por meio desse curso, o estudante poderá atuar em espetáculos teatrais nos circuitos comercial, institucional e em meios audiovisuais; prestar assessoria a instituições culturais; conceber, desenvolver e supervisionar atividades teatrais; e atuar no ensino e na pesquisa de teatro. O mercado para esse especialista é promissor, já que, com o renascimento do cinema nacional e a retomada da produção de séries e minisséries para TV, aumentaram as oportunidades de trabalho para atores, além do mercado do teatro, especificamente. Dança e Movimento Com base nos moldes da dança contemporânea, a graduação é voltada tanto para a formação do artista (interpretação e composição coreográfica), quanto do docente. Um dos diferenciais do curso está na existência de um programa de estágio e de colocação profissional da Anhembi Morumbi, garantido por acordos sólidos. A Universidade conta ainda com uma parceria com a Galeria Olido, que exibe freqüentemente espetáculos dos estudantes. Assim como no teatro, o mercado para os graduados em Dança está em expansão. A cada ano, ampliam-se as oportunidades de atuação profissional nas áreas voltadas para produção, formação e difusão artística e cultural, por meio de eventos; programas culturais públicos e privados; e projetos e prêmios de incentivo à pesquisa. Paralelamente, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) garante espaço para a dança nos currículos da educação básica na área das artes. O módulo inicial, a ser cursado nos primeiros dois anos, confere ao estudante o diploma de nível superior em Produção Cultural em Dança. Após essa etapa, com a continuidade do curso, o aluno conclui o bacharelado em Dança. Inscrições e Provas Os interessados podem fazer a inscrição em um dos campi, pelo site da Universidade ou pelo 0800 0159020, de 10 de outubro a 24 de novembro, de segunda a quinta-feira. Também é possível optar pela prova agendada, que pode ser feita no mesmo período. Nesse caso, o teste é realizado em dia e horário escolhidos pelo candidato. Em ambas as opções, o valor é de R$ 75. A prova tradicional será realizada em 26 de novembro, às 14h. No modo agendado, deve ser marcada entre os dias 10 de outubro e 24 de novembro. Os resultados serão divulgados no site da instituição (www.anhembi.br), em 29 de novembro, a partir das 9h. No dia da prova, o candidato deve levar: lápis, borracha e caneta azul ou preta; documento de identidade (RG) original; comprovante de inscrição no processo seletivo; e comprovante do pagamento da taxa de inscrição. Conteúdo da Prova O teste contará com três questões de língua portuguesa, uma de língua estrangeira, três de atualidades e uma de lógica. Desclassificação Será desclassificado o candidato que não alcançar, no mínimo, 25% dos pontos totais da prova ou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tirar zero na redação das respostas ou que não efetuar o pagamento da taxa de inscrição. Matrículas Primeira chamada: 29 e 30 de novembro, das 9h às 21h Segunda chamada: 1º de dezembro, das 14h às 21h Reopção*: 2 de dezembro, das 9h às 21h Se o aluno for aprovado e resolver alterar o curso escolhido, poderá optar pelo sistema de reopção e, caso haja vagas, será possível realizar a alteração. Fonte: Anhembi Morumbi navegando por ai....encontrei no site da cooperativa paulista de teatro, um texto curioso...
24 dicembre marujada de Quatipuruestamos passando por aqui para varrer todas as tristezas e medos da vida e desejar muita paz!
03 dicembre experimentos
Citação Esperan�a de negocia��o 15 ottobre Belém ApaixonadaDissertação de Mestrado, que descreve o panorama dos espetáculos de Paixão de Cristo realizados em Belém do Pará.
28 settembre PUTA MERDAserá que a unica idéia -imagem possível para a criação ainda é a imagem do novo!!!!!!!!
ainda temos que entrar nesse papo das velhas vanguardas do inicio do sec xx
será que o primitivo, o discurso dos discursos dos excluidos ainda é o que deve ser usado como matéria criadora..........................
existirá algo entre todas essas falas, efetivamente eficaz para me disparar um pensamento criativo!!!!!!!!!!
PUTA MERDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! uma arte (pesquisa) para a cidade..........Para aprofundar esta comunicação é preciso levantar algumas questões, que eu considero, fundamentais. São raríssimos, os órgãos governamentais e não-governamentais no Brasil que trabalham o fomento da pesquisa no país, se damos um zoom para a pesquisa em artes, exigindo a elaboração de produtos artísticos como parte do resultado, como me parece ser a missão do IAP, levando em conta a seqüência e regularidade dos editais, sinceramente não conheço nada no Brasil. Faz-se necessário registrar sua importância, e mais urgente ainda repensar suas ações e estratégias, para fortalecê-la.
Para tanto, precisamos rever sua produção e diálogo com esta cidade e as cidades que sustentam a sua existência, seja economicamente, seja nos valores e idéias retratadas nas obras. Trocando em alguns miúdos, não se pode cair na armadilha que o “mercado” determina a produção artística, qual seja, produzir um atraente material publicitário, para se aprovar projetos na lei, para que se possa ter dinheiro para as montagens. A bela embalagem para valorizar um presente barato. Muito mais do que construir projetos, precisamos aprender a construir idéias, a afinar o olhar para captar os temas de forma única, diferente, instigante. Falar dos mesmos assuntos cotidianos, abrindo mão dos jargões elaborados pela publicidade, pela imprensa, pela academia, pela fila do banco, pela lei semear, pelo Banco da Amazônia, pela escola de teatro, pelos festivais de cinema, pelo museu de arte sacra e pelos palcos da cidade. Para que se possa construir outros valores, que mesmo assim, correm o risco de se tornarem novos jargões. Não, não estou falando de não conhecê-los e não dominá-los, estou falando de não ficarmos reféns deles.
Voltando para a idéia de cidade de Belém, melhor das múltiplas Beléns...da metrópole e da colônia, da metrópole colonial e da colônia metropolitana. Dos múltiplos discursos existentes entre a idéia de colônia e metrópole mas, que tendemos a fixa-lo em um deles, ou nos discursos dicotômicos. “Para Nietzsche, criar vem do não saber para onde ir, vem da inquietação. O espanto, que tanto pode ser pela beleza como pela dor, gera uma forte mobilização, gera emoção que se transforma em arte. Nesse sentido, a arte grega foi exuberante e alegre enquanto os gregos permaneceram no espanto, no assombro. Antes do surgimento do racionalismo, eles relacionavam-se com os aspectos terríveis da vida e criaram obras-primas. Para Nietzsche a racionalidade é um retrocesso, um bloqueio. O pensamento se desvincula da vida quanto mais ele se aproxima da racionalidade, da lógica, que supervaloriza o cérebro, quando a criação vem da emoção, do desejo. O homem deixou de se relacionar com a vida para se relacionar com a cultura. A civilização criou movimentos para conter e não para soltar, e ao conter a vida o homem está contendo a arte, e esta contenção transforma-se em doença A violência atual é expressão de uma arte não vivida; a arte é a única capaz de dar vazão ao espanto, a dor. O ser humano vai ter que construir um novo caminho para se relacionar com a vida. A arte não chegou ainda aos pés do que poderá chegar. O velho acabou e o novo ainda não chegou, usamos mecanismos antigos para uma situação nova. Mas esse é um momento privilegiado, onde tudo já foi rompido. Hoje estamos vivendo a urgência da violência, ela obriga o mundo a buscar soluções rápidas, a buscar o pensamento”. Viviane Mosé
Referencias bibliográficas SALLES, Cecília. Critica genética, Uma (nova) Introdução: fundamentos de estudos genéticos sobre o processo de criação artística. São Paulo: Editora da PUC - EDUC, 2000. LUNA, Sergio V. de. Planejamento de pesquisa, uma introdução: Elementos para uma análise metodológica. São Paulo: Editora da PUC - EDUC, 2000. GARCIA, Clóvis. Pesquisas em artes cênicas. In: Memória Abrace I – Anais do I Congresso Brasileiro de Pesquisa e Pós Graduação em Artes Cênicas. Salvador: Abrace, 2000b, p.267-276. NAZARIO, Luis; a cidade imaginada, coleção debates. Editora perspectiva. São Paulo.2005 SANZ, Luiz Alberto. Procedimentos metodológicos: fazendo caminhos. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 2003. ZAMBONI, Silvio. A pesquisa em arte: um paralelo entre arte e ciência. Campinas, São Paulo: Autores associados, 2001. Pesquisa em arte. Que bicho é esse...........O verbo pesquisar tem como sinônimos investigar, averiguar, inquerir, analisar, buscar, devassar, especular, indagar e muitos outros. Pesquisas em arte, em primeira instância, são pesquisas que têm a arte como objeto de estudo. Portanto, dirigimos as ações, sugeridas pelo verbo pesquisar sobre o objeto de investigação. No caso do Instituto, a exigência do projeto é um espetáculo, uma obra artística logo, os trabalhos podem ser dirigidos para um determinado tema, fenômeno, comportamento, artista, obra, enfim... Todavia, é necessário ficar claro aos artistas e ao instituto, a seguinte questão: a pesquisa centra-se necessariamente sobre a obra artística, seus princípios, processos e produto? Ou a pesquisa centra-se sobre o tema, o objeto de que fala o produto artístico? Ou ainda são duas pesquisas? Porque para todas as alternativas se faz necessário relativizar tempo, custo e espaço. Como existem diferentes abordagens sobre a arte, é possível considerar diferentes linhas de pesquisa. Garcia descreve as seguintes áreas de pesquisa e suas respectivas metodologias: pesquisa histórica das artes, pesquisa estética que estabelece conversa com a Filosofia; com a tradicional área da arte-educação, pesquisa que estabelece troca com as teorias da linguagem, a comunicação, e os estudos da performance e suas fronteiras com as ciências sociais. A novidade traduz-se na pesquisa específica da arte, que se faz na criação de uma obra de arte e segue às exigências da própria obra; no caso a pesquisa em artes cênicas para realização de espetáculo teatral, que se apóia em diferentes áreas científicas e artísticas. Zamboni utiliza a expressão pesquisa em artes para referir-se aos trabalhos de pesquisa relacionados à criação artística, realizados por artistas que objetivam ter como produto final a obra de arte, apesar de considerar que outras linhas de pesquisa também podem receber essa denominação. Entretanto, segundo esse autor, essas outras linhas de pesquisa já têm uma fundamentação metodológica usual que orienta o processo de investigação, métodos esses já utilizados por diferentes áreas científicas. As pesquisas que envolvem o processo de criação artística, por não possuírem um modelo metodológico específico, recorrem usualmente ao diálogo com outras áreas para delinear seus métodos.
Em 1999, a Abrace – Associação Brasileira de Pesquisadores em Artes Cênicas, reuni seus pesquisadores e instituiçoes com o tema como pesquisamos? Os diversos painéis e comunicações confirmaram o agitado debate entre artes e as diversas áreas do conhecimento. Vale lembrar, algumas publicações relevantes nesse sentido. O trabalho de Graziela Rodrigues[1] em bailarino-pesquisador–interprete é um exemplo primoroso desse diálogo entre antropologia e dança. Bem como, relata a relação da artista e seu campo de pesquisa, e a própria vivencia no campo, material primeiro da criação, tornando-se referencia em experiências com outras linguagens artísticas. Pessoalmente, através de Valzeli Sampaio[2], tive contato com a critica genética[3] como metodologia de investigação da obra artística o que tornou-se uma ferramenta preciosa na minha criação seja como pesquisadora, seja como criadora. . A pesquisa em arte implica em um planejamento que viabilize um processo reflexivo sobre o ato criativo. Para tanto faz-se necessário percorrer etapas, construir uma metodologia; quais sejam: escolha do tema, definição do objeto, delimitação do campo da pesquisa, definição dos objetivos, justificativa, métodos de abordagem e técnicas de coletas de dados, resultados e interpretações. Um processo que facilite e oriente o pesquisador e artista, que promova a interação dos múltiplos componentes da pesquisa como aponta Sanz: a observação, a reflexão, a experiência, a comparação, a crítica, o registro, a documentação, a formulação de hipóteses, a construção de teorias. Obviamente, o planejamento pode sofrer alterações radicais no seu percurso, ou mesmo na sua conclusão, esta construção teórica e metodológica jamais, poderá ser uma camisa de força que aprisione a obra. O projeto deve ser construído como força geradora da criação. Pessoalmente não conheço nenhuma abordagem teórica ou metodológica que reinvindique para si um enquadramento tirano e autoritário, todas reinvindicam eficiência, criatividade e legitimidade no olhar do pesquisador. Efetivamente é o percurso da pesquisa e a experiência do pesquisador que constroem seus resultados.
noticias do tempo- reflexoes sobre pesquisaA arte teatral foi a primeira linguagem a estabelecer uma relação com a academia em 1963 com a criação da Escola de Teatro e Dança. Entretanto, vivemos a contradição: em 2007 de ainda não existe nas diversas universidades da cidade, sejam públicas ou particulares, uma graduação nesta área. Ainda que a produção cênica de enorme tradição nos surpreenda na qualidade e na quantidade, é inevitável a conclusão de que produzimos pouca reflexão sobre o que fazemos. Mesmo que seja aquela produção de pesquisa inicial dos tccs e monografias. Por conseguinte, concluir sobre a dificuldade do Instituto de Artes do Pará em receber os projetos de pesquisa em artes cênicas com nível de clareza e elaboração necessárias é conseqüência e a noticia não nos surpreende.
Os estudos sobre a história e o desenvolvimento do teatro no Pará e na Amazônia são tímidos. No caso da cena paraense somente o trabalho do professor Vicente Salles[1] traça um panorama entre o início até meados do século XX. A pesquisa do professor Vicente tem a importância de evidenciar uma produção teatral existente em um período determinado, “uma época” como o Natal, o São João, Círio de Nossa Senhora de Nazaré, trazendo preciosas informações sobre - o Teatro de Revista, as Pastorinhas, as Paixões de Cristo, chegando até a criação do Norte Teatro Escola do Pará em 1957-.Orientado por Angelita Silva e direção artística de Margarida Schivazappa. Na área da Antropologia o trabalho de Carlos Eugenio Marcondes em o teatro que o povo cria, sobre o teatro de pássaros lança um olhar desta forma de cena, hoje reconhecida na academia como forma estética, superando pré-conceitos compartilhados tanto pela categoria artística como pela própria academia. O estudo de Margaret Refskalefsk mergulha no universo visual desta forma de arte teatral. Recentemente, o grupo Cuíra do Pará viabilizou a publicação com o titulo Dramaturgia Pessoal do Ator de autoria de Wlad Lima[2] sobre os princípios criadores do espetáculo Hamlet. Este trabalho é importante por ser a primeira obra que aborda os princípios da criação de um trabalho realizado e visto por Belém. Fruto de um esforço coletivo dos docentes da Escola de teatro, da qual faço parte, este grupo de artistas-professores produziram dezessete trabalhos acadêmicos com as mais diversas abordagens teóricas e metodológicas sobre teatro e dança que aguardam a publicação.
11 settembre os principios do impérioA tese desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas na Universidade Federal da Bahia tem por objetivo realizar um estudo sobre a Marujada do município de Quatipuru no Estado do Pará. A Marujada, a qual empenho, os meus estudos, é uma festa que acontece na região Bragantina, no interior do Pará, no mês de dezembro. A festa tem como finalidade homenagear o padroeiro dos antigos escravos negros: São Benedito. São Benedito para alguns devotos é sincretizado ao Vodun Verequete, trançando no universo da festa, a mitologia construída por estas duas entidades: São Benedito e Verequete. Esta homenagem, em forma de festa, acontece em diversos municípios como Primavera, Boa Vista, Capanema, Traquateua, Quatipuru e outros, contudo a festividade de Bragança tornou-se a mais popular recebendo destaque de ordem religiosa, turística e acadêmica. Contudo, centro o meu olhar na Marujada de Quatipuru.
A pesquisa aborda a Marujada como performance[1] na busca de seus significados históricos, religiosos, éticos e estéticos. Define seus objetivos na Cartografia da Marujada no Brasil e no Estado do Pará. Além naturalmente, de descrever e inventariar a performance pública da Marujada de Quatipuru. Tendo como hipótese que a performance pública da Marujada de Quatipuru inscreve em sua ação as contradições e papeis sociais desta comunidade, tornando-se o espaço de negociação, de troca simbólica e restauração de identidades dos sujeitos que a realizam.
A tese, bem como todos os produtos artísticos[2] derivadas dela, lançou-se para trabalhar a questão da cultura popular não mais como um produto exótico e desligado de sentido e de conflitos de interesses. Gostaríamos de suscitar a questão e fazer o público refletir que algumas falas colocadas inclusive pelo folclore e pela cultura popular não são apenas de um olhar museológico, no sentido pejorativo da palavra, de conservar porque é nossa obrigação ou simplesmente escolher cegamente sobre novos ou velhos valores.
Abordamos o fenômeno da Marujada, como uma estrutura de uma construção e reconstrução de identidades[3]. Portanto, não comparamos a festa de Quatipuru a nenhuma outra, nem no Pará, nem no Brasil, nem na África. Buscamos compor um panorama sobre a palavra Marujada, ligada a manifestações consideradas folclóricas e culturais. Não priorizamos uma busca pela verdadeira origem da festa, a fim de catalogá-la com nenhuma espécie de pedigree. Buscamos revelar seus múltiplos discursos sobre a origem e função da festa. Sublinhamos aquele que não é comum para os ouvidos paraenses, especificamente falando sobre a presença do Tambor de Mina na festa, porque este abre possibilidades para abordá-la de forma mais abrangente ao que já foi realizado, como estudo na Academia. Revelar não é criar, inventar, colocar algo que não existe naquele lugar, mas é colocá-lo de forma visível para o espectador-leitor.
A questão colocada é ver novamente, para melhor compreender. Em uma sociedade extremamente intolerante com o diferente, conhecer um pouco sobre a nossa trajetória de sociedade amazônica talvez nos possibilite re-ver e relacionar. A festa nos proporciona isso, revela essa contradição em sua cena histórica e na sua performance contemporânea. Na Marujada, bem como em outras performances culturais, é possível identificar e distinguir crenças, raças e gêneros e perceber as tensões estabelecidas na diversidade. Ainda podemos refletir no espaço em que cedemos como sociedade a essas diferenças. O diálogo traçado entre o homem da cidade e o do homem interior deve ser pautado em troca de informações e diálogos. No circuito do corpus, do conhecimento e não apenas na visão da carência e nas diferenças de sotaques, o que infelizmente percebo como tradição na cena teatral no Pará. Nossa tarefa, como criadores da cena do Império, esteve em exercitar um olhar para o coletivo de pessoas que construíram essa festa ora como sujeitos da história, ora como historiadores[4] que registram e avaliam a própria trajetória. Capazes mesmo em precárias situações de optar por caminhos, esconder, revelar, lutar, resistir e por vezes ceder. Entendemos que somos capazes com este produto artístico teatral: O Império de São Benedito, de relatar parcialmente a construção dessa experiência em campo, dos diálogos estabelecidos entre nós de teatro e o coletivo de criadores da Marujada de Quatipuru. Bem como, no mar de informações que existem entre nós. [1] Refiro-me ao conceito de Performance construído por Richard Schechner em discussão com o antropólogo Victor Turner. Performance é qualquer ação, emoldurada, estruturada para o olhar do outro. Performance Studies. Hanover, New Hampshire. 2001.
[2] Refiro-me aqui ao documentário Marujada de Quatipuru- desde 1838, ao espetáculo teatral O Império de São Benedito e a uma exposição de fotografias entitulada Gurdião do Santo, que está sendo construída para apresentar-se em dezembro de 2007 em Quatipuru. [3] Stuart Hall , Da Diáspora. [4] Naturalmente, sem o aparato e rigor acadêmico exigidos do profissional acadêmico, mas com o vigor e energia necessários de quem fala de sua existência. 02 dicembre continua... a usinaEm 1991, o Usina Contemporânea era um grupo com três frentes de trabalho: o teatro de rua, o teatro de bonecos e teatro experimental. Eu e Luis Carlos produzíamos e atuávamos na linha do teatro de rua montamos o espetáculo Farsas medievais. O espetáculo fazia temporada de quarta a domingo na praça da república em Belém, fizemos temporada no interior do Estado do Pará e em São Luis, Campinas, Rio de Janeiro. Participamos do festival Internacional de teatro de Campinas e da mostra do memorial da América latina em São Paulo. O espetáculo foi dirigido por Miguel Santa Brígida. no elenco estava Roger Paes, Astrea Lucena, Paulo Ricardo, Emiliana Moraes e claro eu e Luis Carlos!! O Luis Otávio Barata fez o figurino. o Luca não pode viajar e na temporada foi substituído pelo Claudio Barros fez o elenco correr atras....foi inesquecível. o Claudio é um monstro em cena!! Nossa eu nem lembrava mas, o Chiquinho estava no projeto original mas, foi substituido pelo Paulo Ricardo porque teve uma contorção no joelho.
Nessa época, as secretarias de cultura mantinham editais de produção teatral (faz tempo) e o espetáculo foi montado com esse recurso. em 1991 (eu acho) o Collor assumiu e acabou não só com o ministerio da Cultura mas implantou esse pensamento que o Estado não tem nada haver com a produção cultural seja no governo, seja no Estado, seja na cidade e não é que a idéia colou de ponta á ponta! que competência !! memórias...Em 1989, o grupo Usina Contemporânea de Teatro já havia se desligado do DCE-Ufpa e era reconhecido pela categoria de teatro. Eu, feliz da vida, era uma atriz. Pouca experiência, mas com a agenda lotada!!! Dois espetáculos: temporada do exercício numero 1 e a estréia do Exercício Numero 2 Em Arrabal. A montagem do texto do teatro do absurdo: Piquenique no front. O grupo havia crescido e se transformado muito juntou-se a ele Nando Lima, Aníbal Pacha e Luis Carlos Navegantes.
Na verdade, nós éramos muito adolescentes faculdade, cursinho e teatro era o que fazíamos. ingenuos e ambiciosos contudo com uma força de trabalho incrível! Nosso teatro era político (pelo menos achavámos que era) procuravamos textos políticos para as montagens, líamos Brecht, Walter Benjamin, Breton, Dario Fo etc...participávamos de movimentos políticos através dos espetáculos! Chegou em um ponto, que as vezes não pagavámos passagens de onibus porque o motorista e cobrador conhecia a gente da programação da greve de motorista! se vc acha uma besteira tente lembrar dos seus 18 anos... isso era a pura fama! kkkkkkkkk
minúscula história de um teatro no ParáDecidi inesperadamente e concientemente escrever sobre as lembranças e memórias de meu jeito de fazer teatro! essa é a minha maneira de "estar junto" no teu trabalho e de alguma forma de dividir sonhos. Espero receber muitas visitas neste site. kkkk. na verdade fiquei sonhando em dividir ele com as pessoas que fizeram parte desta história. gente de perto e gente de longe..Bem, começando em 1988 comecei a trabalhar no teatro amador em Belém do Pará. Participava da coordenação de cultura do DCE (eu era uma militante ferrenha)e fundamos um grupo de teatro que tinha por objetivo participar do extenso cronograma de greves e paralisações na cidade e no País. Fundamos o grupo Usina Contemporânea de teatro.
o Usina de teatro contemporanea primeiro teve o nome de arte usina contemporanea, depois adotou a papelada legal de um outro grupo chamado traços e laços (nome horroroso) e somente depois foi o usina contenporanea de teatro.
Eu, Wlad Lima, Annie Dias, Beto Paiva, Leo Bitar, Alberto Silva. O grupo montou o Exercício Número 1 Em Dorst E Brecht. Espetáculo de rua que poderia ser adaptado para qualquer espaço alternativo. Estreamos em agosto de 1988 e em abril de 1989 chegamos a 100a apresentação. Esse trabalho foi determinante no meu trabalho como atriz e cidadã, pois, passei a considerar a possibilidade real de fazer teatro para o resto da minha vida. 28 maggio mascarados na marujada de QuatipuruEles são a última imagem que entra na festa... vem no final da tarde junto com a Marujada pelas ruas da cidade causando enorme euforia. as crianças gritam, os cachorros latem, e as pessoas saem rindo bastante atras dos mascarados. todos são homens, ou melhor do sexo masculino. são adolescentes e adultos sobre o comando rigoroso de Seu Pedrinho. algumas pessoas só participam deste momento da festa! Ao chegar no barracão, eles sobem no mastro, que está repleto de brindes e começam a jogar os brindes para a multidão que grita descontroladamente pedindo os brindes! "é meu, mascarado aqui!" e da-lhe gritos, empurroes, choro, risos enfim tudo. decididamente este é um momento que a cidade gosta! na verdade a cidade que deu os brindes e a festa recebe de volta tudo o que deu com muita alegria. para subir no mastro ele usa a peconha, um trançado de cipó, que dá suporte para subir. a mesma tecnica que se usa pra tirar o açai da árvore. aqui mascarado aqui, joga teu brinde aqui neste espaço!! 26 marzo MÁSCARAS URBANASEste é um trabalho realizado na cidade de Belém, com os alunos do 2 ano do curso de ator, atraves da disciplina mascara e corpo. o trabalho de performance e intervenção urbana consistia em retratar algumas mascaras urbanas sobre o tema: Mãe X Prostituta. construir uma gestualidade capaz de imprimir no momento da intervenção uma relação espaço, corpo e relaçoes com os expectadores. ruas, praças, feiras, calçadas transformavam-se co o trabalho. alterar o ovimento da cidade, atravessar caminhos pessoais e coletivos, imaginarios e concretos. utilizar o que o espaço te oferece para interferir: objetivos e alvos para se acertar. confira as fotos no album. bnn 19 marzo marujada de QuatipuruA marujada do municipio de Quatipuru é o meu objeto de pesquisa de doutorado, especificamente estdo a festividade quando esta desenvolve-se na rua, na cidade. meu interesse é investigar a construção e o comportaento dos corpos na rua. seus valores e significados. a marujada acontece em quatipuru desde 1836 e foi fundada pelos negros escravos que vieram trazidos para o Pará da africa por uma senhora Sinha Henriqueta. desde entao a festividade que homenageia São Benedito ( na umbanda Verequete) acontece no municipio. é uma festa linda com muitos elementos mastro, mascarados, ceias, presentes, musicas, dança. sinta um pouquinho dando uma olhadinha no album de fotografias ps. Verequete esta entre parentese porque não é algo que todos que fazem a fessta admitam, somente os adeptos, admiradores do candomblé ou umbanda e os mais esclarecidos intelectualmente oopss!!
18 marzo cheguei!!!a intenção é compartilhar e aprender comecei hoje! quero dominar o instrumento. divulgar textos, imagens e pesquisas.... devagar eu chego lá... |
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